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quarta-feira, outubro 11, 2006

WEB 2.0

Trabalho realizado por: Rafael Naves, Jaderson, Renato, Luiz Eduardo e Luiz Lara


Introdução

A WEB 2.0 como já ficou conhecida, é um conjunto de recursos, tecnologias e conceitos que permitem uma maior interação à utilização da Internet. São aplicações de tamanha dinamicidade que antes, eram apenas de uso em Desktops.

No entanto não foi uma nomenclatura muito aceita no contexto WEB. Muitos profissionais descordam do termo e acreditam que não passa de uma jogada para vender livros e nomear uma coisa que já existia há muito tempo.

Com tudo, tentaremos nesse trabalho observar os dois aspectos e trazer um apanhado sobre seu inicio, tecnologias aplicadas ao desenvolvimento, opinião de profissionais e o que o no Brasil tem sido desenvolvido.

O Inicio

Era Outubro em 2004 quando a O’Reilly Media e MediaLive International usaram o termo em uma serie de conferências sobre a nova realidade de aplicações WEB, foi daí que não se parou mais. E quando a CMP Media adquiriu a MediaLive alegou possuir direitos e patentes exclusivas sobre o termo, proibindo outras empresas ou iniciativas de utilizá-lo em conferências ou eventos.

No entanto Tim O’Reilly, dono da O’Reilly que por sua vez é uma das maiores editoras de livros de tecnologia do mundo, tem muito mais a ganhar do que apenas ser dono da patente WEB 2.0, o mercado de publicações de tecnologia é muito lucrável. Talvez venha dessa situação a negação de vários profissionais.

Em síntese true or false o conceito esta presente nas publicações e o desenvolvimento aplicado a essa tecnologia é fato e tem gerado conteúdos de excelente utilização como as aplicações do Google: Gmail, Blogger, Google Maps, Googke Calendar entre muitos outros.

A Web 2.0

Primeiro vamos entender definitivamente o que é Web 2.0. Na verdade não se trata de um programa novo ou uma linguagem pra desenvolvimento, a Web 2.0 é uma seria de tendências que formam um novo perfil de aplicação para Internet. A Internet deixa de ser uma das plataformas de desenvolvimento para se torna à única, o usuário ganha papel significativo e fundamental pra construção de conteúdo. Pra entender melhor vamos analisar abaixo alguns serviços que usam os métodos de Web 2.0 :

Você já utilizou a Wikipedia? Não? E nem sabe do que se trata?

A Wikipedia é uma enciclopédia on-line que trabalha com conteúdo de usuários do mundo todo e que a versão em Inglês, a original, conta com mais de um milhão de artigos, já a nossa versão em português tem 187.999 mil (acabamos de verificar). Qualquer usuário pode postar conteúdo e falar sobre qualquer assunto, imagine a fonte de informações que dentro de alguns meses um site desse pode conter.

Um bom exemplo brasileiro: o Submarino

Imagine que você queira comprar um livro e acabou de encontrá-lo no Submarino com um preço bem interessante. Você leu a resenha, feita especialmente para venda e mais embaixo pode conferir a opinião de pessoas que já adquiriram o livro, Não é interessante? Pra você é mais interessante ler os comentários de um profissional cujo trabalho é lhe vender livros ou de gente comum que comprou o livro e leu de verdade?

Gmail: muito mais que um webmail

Olhe como a gigante Google conseguiu reinventar o webmail com o Gmail? Quando surgiu oferecendo 1GB de armazenamento fez todos os já consagrados serviços como o Hotmail (www.msn.com), Yahoo repensarem a questão de espaços, alem de integrar varias ferramentas como Visualizadores de Conversas, Marcadores, Disco Virtual, Rss Integrado, Grupos, Google Chat e filtros de mensagens, envia e receber seus e-mails(risos...). Quando citamos a empresa Google podemos destacá-la como a Web 2.0 em pessoa, mesmo que seja jurídica. Toda aplicação lançada nos últimos anos tem uma dinamicidade muito preocupada com o usuário e recebe um retorno muito lucrativo no quesito relacionamento.

Estadão: o usuário remunerado

Com o projeto FotoReporter que consiste em receber fotos feitas por usuários, mesmo que utilizando um celular, para ilustrar reportagens e noticias on-line. O diferencial vem do pagamento como reporte profissional caso alguma das fotos seja usada nas versões impressas do jornal.

Flickr: compartilhando imagens

Trabalha como um compartilhador de imagens, qualquer usuário pode criar seu álbum digital e interar com todos cadastrados, trabalha com identificação dos arquivos, mais conhecido como TAGS, que permitem ao usuário reconhecer os arquivos facilmente. Fez tanto sucesso que em 2005 foi adquirido pelo Yahoo (www.yahoo.com.br).

Writely: Editor de texto on-line

Ë uma poderosa ferramenta de edição de texto que funciona no navegador, permite salvar arquivos em DOC, e PDF. Oferece também a possibilidade de edição colaborativa, um texto pode ser escrito por varias pessoas, ao mesmo tempo. Também já adquirido pelo Google .

Um pouco sobre projetos de Web 2.0 no Brasil

EuCurti: Noticias

O usuário cadastra noticias relevantes e pode votar nas noticias já cadastradas, o site na verdade é uma copia do já consagrado Digg. O interessante é ter bastante voto e ver sua noticia em destaque na pagina principal.

OverMundo: mais que noticas

Seguindo o propósito do Digg, mas com um diferencial importante, pode ser considerado o primeiro site apoiado pelo Governo a explorar a Web 2.0

ZeroUm Aprex: ferramenta coorporativa

O ZeroUm da Aprex congrega ferramentas usadas entre grupos de pequenas e médias empresas, como gerenciamento de contatos, envio e recebimento de e-mails, bloco de notas e armazenamento de arquivos pelo disco virtual. Trabalha com sistema de planos e pretende recuperar o valor investido em seu primeiro ano de funcionamento.

Camiseteria: muito mais do que fazer camisa

A proposta desse site é bem interessante, você cria sua estampa para uma camiseta, trabalha com a arte pra apresentação e coloca-a em votação. Se escolhida, o artista recebe um premio em dinheiro convertido em mercadorias, alem de reconhecimento nacional.

Podemos destacar nesse processo todo de Web 2.0 a interação direta do usuário, não como sinônimo do seu nome, mas como figura importante na evolução das aplicações.

Web 2.0: Criticas?

Como dissemos anteriormente, alguns profissionais tem uma postura contraria sobre o assunto e defendem que não passa de uma jogada pra se vender livros e intitular uma evolução natural da Internet. Mas na verdade vai muito alem disso. Todos os conceitos utilizados batem de frente com a experiência dos usuários em modificar e transformar os sites, porem nem todos ou grande parte desses conhecem a fundo a ponto de interferirem.

Para ficar claro, imagine a cena a seguir:

Um usuário iniciante quer fazer a utilização de um blog, um diário virtual simples disponibilizado gratuitamente pelo site http://www.blogger.com/, até esse momento tudo tranqüilo, pois o site disponibiliza um tutorial simples pra criação que é bem apresentado na pagina inicial. Com esse processo, nosso usuário será capaz de colocar conteúdo em seu blog e receber comentários, no entanto o primeiro problema: Como colocar uma foto disponível nesse blog? Não que esse seja um processo complicado mas requer uma certo conhecimento do usuário, e é aqui que o propósito da discussão se evidencia: - o quão significativo é a usabilidade adotada nesse processo? A Web 2.0 é realmente essa “revolução”?

Conclusão

Como toda novidade que aparece nos dias de hoje, a levada de informações e opiniões dos mais diversos pontos nos leva sempre ao questionamento de quanto isso será importante para nossas vidas, se realmente isso vai “pegar” e virar uma realidade, apesar de todo o movimento positivo que já podemos identificar na Internet.

Desta forma apesar de toda a euforia da Web 2.0, muita coisa tem que ser pensada e repensada, pois se o usuário é figura importante nesse propósito, ele tem que ter condições de interferir positivamente e conscientemente.